Criado ‘transporte’ de quimioterapia ativado nas células cancerígenas

29 May 2017
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29 Maio 2017

Laboratório

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Uma equipa internacional de cientistas criou um “transporte” de quimioterapia que chega ao local de produção das células estaminais cancerígenas, aumentando o impacto do tratamento e sem efeitos secundários noutros locais, anunciou a Universidade de Coimbra.
“As nanopartículas que transportam a quimioterapia permanecem inativas até serem ativadas na chegada ao “nicho leucémico”, local da medula óssea onde se encontram as CEC que dão origem a todas as células da leucemia”, explica a UC. A ativação realiza-se por controlo remoto, através da projeção de luz azul sobre as nanopartículas que transportam a quimioterapia.
Lino Ferreira e Ricardo Neves, coordenadores da equipa que também envolve cientistas da China, de Espanha e do Reino Unido, provaram que é possível utilizar células leucémicas como agentes de transporte de quimioterapia.
“Estas células conseguem encontrar o nicho leucémico, utilizando o seu sistema de “GPS natural” e, dessa forma, criam a oportunidade de colocar a nanopartícula, cheia de quimioterapia, junto do reservatório de células responsáveis pelo perpetuar da doença”, salienta Ricardo Neves, citado pela UC.
Deste modo – afirma ainda o investigador – “torna-se possível despoletar a libertação da quimioterapia, por ação da luz, e ter maior impacto no local e consequentemente na doença, evitando também os efeitos secundários noutros locais”.
A descoberta poderá ter “aplicações práticas no tratamento do cancro e em outras áreas, sendo que no contexto da leucemia pode ajudar a erradicar as células do nicho da medula óssea doente”, sublinha o especialista.
A investigação foi financiada por fundos europeus, através de diversos programas, e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
TH 2017

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