Nova terapia pode alargar sobrevivência de doentes com cancro do pâncreas

14 Jun 2017
voltar atrás

14 junho 2017

Laboratório

Laboratório


Um novo tratamento para o cancro do pâncreas, que potencialmente pode dar aos pacientes mais tempo de vida e ser uma alternativa para a quimioterapia, está a ser desenvolvido por uma equipa internacional onde participam investigadores do Porto. Neste trabalho, a equipa demonstrou a possibilidade de utilizar exossomas (nanovesículas produzidas por todas as células humanas) como um veículo para “entregar” no pâncreas uma terapia que inibe a proteína KRAS, “sempre ativada” em pacientes com este tipo de cancro, disse a investigadora Sónia Melo, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto. Segundo a investigadora, contrariamente ao que se pensa, o cancro do pâncreas “é tão agressivo como qualquer outro”, diferenciando-se dos restantes apenas por ser “silencioso”, muitas das vezes só existindo sintomas (dores abdominais) quando a lesão já é “bastante grande”, sendo estes são pouco específicos.
Embora já existam, hoje em dia, terapias dirigidas para a maior parte dos cancros, no caso do pâncreas só há tratamentos genéricos, como a quimioterapia, “que matam não são só as [células] cancerígenas, mas todas aquelas que estejam em divisão”, como as do sistema imunitário e as que fazem crescer o cabelo e as unhas. Para Sónia Melo, desde que surgiram as terapias direcionadas, houve “um decréscimo na mortalidade de quase todos os tipos de cancro”, facto que não verifica no pâncreas, podendo este estudo trazer “uma nova esperança” para estes casos.
TH 2017

Imprimir artigo | E-mail

Link para esta publicação:



Voltar ao topo